Domingo esfumaçado…

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Hoje acordei com um sentimento de gratidão no peito, incomum e sem explicação. Não havia o que justificasse um sentimento que me coloca mais próximos da verdadeira dimensão do indivíduo: somos únicos, todos especiais de alguma forma e, no entanto, ínfimos diante da vida.

Li um pouco na cama ainda… Mais de meio dia…

Liguei o computador para ouvir que me rondam nos finais de semana, girando o caleidoscópio da minha alma.

Sim… Havia uma motivação maior, uma ligação inesperada que recebi ontem. Uma saudade apertada, colorida de passagens de um tempo distante, revivida naquela voz, nas gargalhadas que, volta e meia, saem da foto do álbum guardado no fundo do guarda-roupa.

Enchi meu despertar de Henri Salvador… Uma música obrigatória nos domingos calmos e nostálgicos… O domingo acordou borrifando perfume de um passado cheio de possibilidades emocionais… Que delícia…

E de repente parei os olhos na página do Carpinejar e li um texto bonito e doloroso sobre um incêndio. Foi Carpinejar que me reportou a catástrofe de Santa Maria. Num choro poético e soluçado. Doeu em mim.

Como ilustração do texto, uma foto de festa, de balada, de jovens universitários, de cores explosivas bem como exige essa fase da vida.

E quem não é um sobrevivente dessa fase da vida? Quem não roçou o perigo e quem nunca foi ao encontro do perigo?

De forma consciente ou não, o perigo está associado à aventura da juventude.

É assim. Tempo de romper com o cuidado dos pais, descobrir até que pondo podemos cuidar de nós mesmos.. Ou até que ponto viver é intensidade, febre, risco, ruptura, extrapolação, exposição, abismos… E vôos…

Só voa quem se joga… E que nenhum pai nem mãe consiga imaginar do que somos capazes de inventar numa madrugada de cão sem dono, num feriado de carnaval ou numa tarde de casa vazia.

Atrações para o corpo, para todos os sentidos, expandindo a alma… De todo tipo.. Embalados por música, ondas, marolas, bandas e bundas… Só “não querer” não é permitido. Sabemos…

E nos descobrimos nos permitindo…

O risco age junto ao prazer e às experiências. A curva fechada, a droga na dose errada, a camisinha negligenciada, a rua mal iluminada e todo um sonho psicodélico de vida acaba.

Perdi vários amigos nessa época porque o acaso não tem senso de humor. Enquanto para nós a vida era gargalhar… Perdi amores, perdi sabores e muito luau, mas estou viva e posso recuperá-los na música de domingo, nas fotos guardadas, naquela voz do telefonema de ontem, nunca esquecida…

Estamos vivos diante da tragédia. E é como se morrêssemos com os jovens de Santa Maria.

E para densificar a fumaça que paira no ar deste domingo, hoje é dia internacional da memória do Holocausto.

Um silencioso domingo me torna mais grata por minha sobrevivência e me aterroriza diante da fatalidade atroz numa balada…

Tenho que ser egoísta para poder aceitar essa extirpação da vida desses jovens mortos. Sou grata por ter me tornado mãe e de estar envelhecendo ao lado do meu filho, dos meus amigos e familiares.

Por ter ainda a possibilidade de tentar acertar mais vezes, ainda que errando sempre…

Sou grata por aprender um pouco mais que não há certo ou errado, mas acertos e ajustes na vida.

Sinto muito pelas vidas precocemente rompidas, ceifadas dos lares, dos amigos que só querem morte morrida, dos velhos acalmados em seus corpos, desejosos de verem seus filhos crescendo, brotando e florescendo…

Morrer jovem é uma tragédia em si.. A morte precoce causada por negligência e descaso humano é uma tragédia e um crime – vários crimes.

Me sinto mais mortal hoje… E portanto mais frágil e vulnerável. Sinto-me mais mãe, por estar mais longe dos perigos da minha juventude e mais próxima dos perigos que podem atingir meu filho e os filhos dos meus amigos.

Sinto-me menos inteira diante da dor das famílias… Sinto-me mais humana e falível.

Sinto-me uma cidadã mais hipócrita por saber que o lazer é tão pouco fiscalizado, vigiado e normalizado num país de obras semi-prontas em uso ou  já comprometidas na planta…

Gratidão, luto e hipocrisia.. Que dura combinação para um dia só.

Elevemos o pensamento pelas vítimas do descaso humano…

Reboliço

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Tem beleza que incomoda.

Tira a paz da gente.

Os olhos disfarçam para evitar e fugir do perigo.

E se prendem

E se rendem

E se vendem aos encantos

do canto mudo

só quem fita pode captar as ondas

flutua e não dorme

nos ecos das imagens

rodando

fazendo reboliço

ressonantes e ardentes

paralisia extasiática

diante de um banquete

sensitivo

imaginativo

sedativo.

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De volta sem revolta

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18:01h do dia 31 de dezembro de 2012.

Nem sei quanto tempo se passou sem que eu abrisse o blog, muito menos me lembro do dia em que escrevi o último post.

Parece que não escrevo há mais de um ano… Até pensei em abandonar de vez o accrô. Depois pensei em criar um outro blog sem divulgar a ninguém para me desprender totalmente dos olhos iriam passear por essa minha “derme literária”. Conheço alguns olhos que rastreiam minhas palavras e nem sempre me é confortável isso.

Sempre preferi o anonimato e a discrição, que são inexoráveis à ideia de liberdade criativa. Melhor: desprendimento.

Esse tempo todo sem postar nada, espero que muitos desses olhos tenham perdido o hábito de visitar o site só para bisbilhotar. Não quero que me bisbilhotem. Quero que me decifrem. É diferente.

O tempo passa e tenho cada vez mais impressão de que coisas ruins acontecem para que nos preparemos para as boas e vive-versa. Isso parece banal, mas não é. Se existe um comando nisso tudo eu desacredito, mas de tudo o que faz da vida, vida, extraímos nossa lógica, nosso entendimento.

Enfim..

Outro ano começa e eu já vejo 2012 com outros olhos… O tempo todo senti um arrastar de tarefas intermináveis, de desafios aparentemente intransponíveis… Ciclos que pareciam se fechar, voltaram a girar e num sentido completamente aleatório. Sorry, mas não posso escrever com clareza, muito menos nomes… O que importa é traduzir a sensação de estar num pântano. Sensação que muitas vezes ressurge no peito. Areia movediça que engole nossos passos e não nos deixa ver nem ir além.

Ainda assim, o corpo e a mente se negam a ceder. Não sei ao certo o que é isso… Não sei se fé ou amor poderia ser uma boa palavra para definir. Acho que é mais simples ainda: temos que optar pela vida, sempre. Ainda que muitas vezes nos enxergamos moribundos, no leito de um limo, esperando a extrema-unção do padre à toa da paróquia mais próxima.

Não… Embaixo da areia inconstante, a constância de um lençol d’água que nutre raízes e caules e frutos do desejo. Sem que ninguém note ou veja.

Percebi-me melhor esse ano, cheguei a evitar alguns erros e busquei com mais calma acertar. Não significa que consegui meus intentos, mas a percepção mudou, sem dúvida.

Os medos… Então, tenho poucos, acho. Mas são medos fatais. Se um dia eles tomarem conta dos meus pés, não haverá mais risco d’água abaixo deles que os reguem e os fortaleçam. Não temo as intempéries nem a fatalidade da vida. Todo ser humano sabe o momento de ceder e o momento de reter forças.

Fiz yoga, entrei novamente numa sala de dança, botei o espelho na minha cara e fui cuidar de mim. Acariciei todos os meus egoísmos há tanto abandonados por algo muito maior que meu ego. Os resultados foram os melhores… Por isso me sinto pronta a novas alçadas… Em vários campos… Ainda é tempo de plantar, mas já vejo brotos e folhas recém-expulsas da semente buscando sol para fotossintetizar.

Agora, depois de cinco árduos anos de reconstrução (o que subentende destruição, pois não se reforma uma casa sem que se destrua sua concepção primeira), sendo acolhida e criticada simultaneamente, me sinto quase totalmente reformada. Certamente com as mesmas pilastras fundadoras, mas reconstruída com mais solidez, buscando mais e mais leveza e constância nas atitudes.

27 minutos escrevendo… Um texto chato para que o leitor não chegue ao fim, que abandone esta leitura antes que ela se acabe. Nenhum texto é um texto e finito em si.

Eu sou um texto… E mesmo depois de terminada minha escrita, ainda restará a interpretação que é sua apropriação de quem eu sou.

Esse post só tem a pretensão de registrar pensamentos desconexos e honestos por este instante.

Amanhã, ano novo, dúvidas novas, arrependimentos novos, novas crenças.. Ou tudo mais ou menos na mesma singularidade.

Não sei… Sei que penso em muitas novas aventuras.. Individuais ou nem tanto. Estou em paz. Paz que traz alegrias sinceras de olhar pelo ombro e ver um caminho feito que aponta para um horizonte com brilho.

Opacidade… sim, gosto, mas até certo ponto.

Quando eu penso em escrever um blog anônimo é porque tenho necessidade de ser verdadeira sem me preocupar com o olhar do outro, ainda que ele me seja importante, relevante.

Veremos… Esperanças realimentadas… Asas no pensamento… Coração alegre e recompensado… Consciência de que tudo que fiz até agora foi por ordem do que eu julgo ser justo e sano, não para mim.

Em primeiro lugar, sempre, meu filho. Tenho esse defeito canceriano da necessidade de vê-lo sólido, maduro, para que ele saiba que só aprendemos a voar quando o abismo não nos apavora: o abismo é o motivo do vôo.

Me parece tão evidente que o abismo seja o motivo do vôo… Do contrário, mantemos os pés no chão e deixamos que nossas asas se atrofiem.

Tudo transpira um sentido mais vital hoje, verdadeiramente.

Saio de 2012, que não se resume a 2012, convencida das missões que assume para mim e delas não fujo nem desisto.

Mais um ano se encerra, mais missões cumpridas, outras tantas a cumprir, cambaleando ou não, firmando o pé no chão vamos seguindo o caminho sem deixar de contemplar a paisagem…

Mais leve e menos imbatível tenho sentido mais sabor nas sutilezas agradáveis da rotina, tenho deglutido melhor o amargor das derrotas, das intrigas que me são impostas, olhando para o lugar onde nada disso mais caberá.

Respiro aliviada ou tentando aliviar o que ainda lateja.

O remédio é o tempo… Então, que o coração se abrande e bata bem ritmado.

Feliz novo tempo, a todo momento.

Você é “Povo” ou é “Eu” !?!

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Tenho uma dúvida que me persegue desde os tempos em que passa horas e horas na fila do banco para pegar um talão ou, simplesmente, para pegar um extrato.

Pois é… Vi os caixas eletrônicos chegarem às agências e, de lá pra cá, ainda continuo sem saber quem é esse Povo de que todo mundo fala tanto, critica tanto, achincalha, menospreza e não quer como amigo, muito menos como parente.

Nestas filas eu tinha minhas primeiras experiências etnográficas.. Quando as pessoas puxavam assunto, comigo ou com quem fosse, sempre saia assunto sobre o serviço ou a política. Invariavelmente as frases usavam um sujeito obscuro para mim… “O povo mal sabe ler, quem dirá votar!”.. 

Outras veze, quando o governo anunciava a alta da inflação ou a queda das poupanças do país, novamente “o povo” ecoava nos predicados mais afetivos: “o povo sofre”. 

Quando começa o carnaval, não é possível só televisionar a alegria do “povo”, tem sempre um jornalista obrigado a se mostrar empolgado exclamando: “é disso que o povo gosta!”

Dizem que das margens plácidas ouviram de um “povo” seu brado retumbante…

Tudo o que é popular, é do “povo”… Mas o que é público, nem sempre.

Explico: as ruas centrais, com comércio acessível, são todas populares, a produção acadêmica de uma nação é pública. Pública não significa ser, necessariamente, do povo. Há uma distância.

E, por fim, o que me diverte é esta confusão toda nas redes sociais, que não são públicas, mas são mais e mais populares. Porém, os usuários não são o “Povo”.. Nessas redes, o Povo é o outro, sempre inferior ao “não-povo”… 

As frases se explicam per si: “o povo brasileiro vota sem pensar”, “esse povo que só lê Veja e só assiste Globo”, “o povo tem que se f*.. porque não sabe votar direito”.. “O povo tem o que merece”.. 

Em todas as as frases o “povo” é o que se opõe à ideia do “eu”.. eu X povo… “Eu” é certo, age com consciência, sabe das coisas e vê longe. “Povo” é medíocre, instintivo e ignorante.

Desde as horas etnográficas passadas na fila do banco até hoje, nas horas jogadas vendo bobagem nas redes sociais, me identifico muito com o tal “povo”, tanto mencionado e tão espezinhado…

Eu nunca tive nenhuma convicção nas minhas escolhas, muito menos eleitorais e jamais terei, já que faço parte do fato histórico. Não tenho distância suficiente para julgar o que vivencio, a contemporaneidade.

Vivo as boas e as más consequências das minhas escolhas pessoais, certamente, mas também me afetam as escolhas deste coletivo, ou seja, meu “Eu” não está totalmente descolado do “Povo” e portanto dele não se distancia a ponto de se diferenciar.

E você, é “Povo” ou é “Eu”?!? Qualquer dúvida semântica recorra a um dicionário para saber como se situar nos termos.. 

N. B.: 

Significado de Povo

s.m. Conjunto de homens que vivem em sociedade.
Conjunto de indivíduos que constituem uma nação.
Conjunto de indivíduos de uma região, cidade, vila ou aldeia.
Conjunto de pessoas que não habitam o mesmo país, mas que estão ligadas por sua origem, sua religião ou por qualquer outro laço.
Conjunto dos cidadãos de um país em relação aos governantes.
Conjunto de pessoas que pertencem à classe mais pobre, à classe operária ou à classe dos não-proprietários; plebe.
Lugarejo, aldeia, vila, pequena povoação: um povo.
Público, considerado em seu conjunto.
Multidão de gente, as massas.
Fam. Família, a gente da casa

http://www.dicio.com.br/povo/

 

Coisa para doido

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Amar é coisa pra corajoso, audacioso

Ou muito covarde que não se segura no próprio esqueleto.

Amar é coisa de gente burra. Gente culta não ama nem transa nem apaixona.

Gente que é certa da cabeça reflete e não imagina.

Alucina, quem ama. Fica chato, se derrete e perde totalmente o livre arbítrio escorrido em sorrisos e caprichos.

A paixão infantiliza as pessoas, um horror…

A gente vira mendigos de nós mesmos… Pequenos reizinhos fora do eixo e do prumo…  perdem as bordas, a forma, viram uma coisa só, numa goma daquelas bem melequentas. Todo casal realmente apaixonado é grudento, já reparou?

E a individualidade, onde fica? No meio-fio, no porta-luvas, no bolso da jaqueta… É terrível.

Sem falar que não percebem que aquela euforia toda atrapalha até o trânsito das cidades, como se já não fosse caótico o suficiente… E o sinal verde que espere o beijo acabar !!  Nem adianta fazer a buzina berrar… Esquece. Eles são surdos, quase autistas, na verdade.

Os amassos nas esquinas acabam sempre distraindo um ou outro pedestre, a vendedora entediada na soleira da loja, o entregador de jornal na bicicleta cambaleante… Até acidente grave pode acontecer por causa destes enamorados espalhados pela cidade…

Não há rotina que mereça casais de amantes abraçados diante das gondolas do supermercado, que levam até 15 minutos para escolher a garrafa do brinde da noite, ou os grudentos na mesa do bar ao lado, soltando aqueles típicos risinhos entremeados por beijocas e cumplicidades, como se estivessem estirados no gramado do jardim de casa…

E no cinema, então? Quando você está no meio da legenda, o casal da frente junta as testas, aproxima os lábios e lá se foi a frase que explicaria todo o enredo do filme…

Não é fácil morar num lugar com gente que se ama pra todo lado… Tem sempre um casal atarracado no banco na praça obrigando as senhorinhas a encompridarem os caminhos para a igreja ou para a padaria. Já o fazem com tanta dificuldade, ainda mais isto !!

Se a paixão complica a vida até dos outros, o que dirá daqueles embebidos de desejo e calor? Nem pensar…

É preciso remediar este problema cada vez mais urbano: apaoxonar-se não é só coisa de gente com tempo, não. Já vi homem de terno e gravata, com brilho nos olhos, chegando atrasado em reunião… Vê se pode?!

O amor é vexatório e improdutivo… Como ninguém percebe isto?

Da última vez que eu passei por isso, até conta de energia esqueci de pagar.

Passei três dias com a luz cortada, no escuro, água fria e velas pela casa toda…

Às 7 horas da noite, na sala sombria, acendíamos umas luzes e não fazíamos mais nada… Só amor…

Meu dia ganhou mais noite, ficou mais curto… E a noite se espichava a cada dia, bem no tapete da sala de visitas…

Até a cama deixou de ser tão necessária.. Nunca me aconteceu isto…

Não… A paixão tira até os móveis do lugar… Virá uma bagunça só…

E depois que passa dá um trabalhão para botar tudo no lugar…

A paixão é uma mini-revolução: converte e perverte a ordem das coisas. Fica tudo de cabeça pra baixo… Já reparou?!

 

 

 

 

 

Esse buraco negro, a mulher.

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“Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela.”

Anaïs Nin

Uma das mulheres picassianas.