Riso frouxo

Galera,

Segurar o choro é difícil, nós sabemos… mas o riso não é nada fácil controlar…

Prova disso é esse vídeo. Se foi armado esse vídeo eu já não sei… sei que me matei de rir…

Aí é que tá!

Felicidade não é palavra que se define

posto que sua semântica se realiza no instante.

Nem tampouco no que rascunho aqui.

Da minha felicidade sai estrofe que rima e que desafina.

Com ela eu verso e converso.

Felicidade tá no avesso do que eu arremesso.

A minha é pequena…

Se esconde no rabo da vírgula do meu aposto.

Ninguém vê e ela tá lá, bem depois do desgosto.

Ou já se foi… na estreiteza do som do meu sim;

Espremido por um não reprimido.

Minha felicidade passa por debaixo da sua porta se quiser.

Pela aresta da janela que deixa entrar a fresta de luz.

É pequena sim, mas é maior que nós dois.

Minha felicidade faz força prá não deixar o sono esbarrar no H dessa hora tardia..

e não se perder na minha ortografia…

e no meu cansaço.

Onde minha felicidade também está.

E eu continuo a buscar.

O duro é achar.

Capte.

Olhar para ver. Abrir a janela do ser.

Negar as possibilidades do belo é rejeitar a riqueza do que é vivo.

Uniforme é a não existência das formas.

Fashion é o que é fácil. Difícil é ser desforme num mundo de moldes.

Móbiles encabidados.

Captar singularmente o todo é enxergar os plurais

de onde pulsa a vida.

Estética unanime não veste nem se despe porque escraviza.

Ser bonito de um só jeito é um gosto meio morto.

Ver o belo que não se encontra fora, num lugar.

O belo que mora no olhar. Sê-lo.

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