Embebida de presença

Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.

Carlos Drummond de Andrade

L’instinct le plus profond…

Je choisis, avec l’instinct le plus profond

un homme qui contraint ma force

qui a d’énormes exigences envers moi

qui ne doute ni de mon courage ni de ma solidité

qui ne me croit pas naive ou innocente

qui a le courage de me traiter comme une femme.

Anaïs declamava a alma feminina primeiro pelos prazeres, depois pelas palavras.

Como se ver(-se)

Primeiro o texto do homem em sua reflexão sobre o envelhecimento.

Um homem dotado de atributos… Brasileiro, carioca que vê e viu, que vive e viveu, que bebe e bebeu o turbilhão de mudanças que se alastrou por todos os cantos da vida.

Escritor e jornalista, latino.

Homem nascido e crescido na terra do sol, da beleza e da vaidade acesa. Rio da guerra perdida e da alegria renascida.

O texto…

Peguei e mandei o texto por email para algumas pessoas, selecionando-as por critérios de empatia, de sensibilidade e de maturidade. Seleção parcial, sempre.

Horas depois recebo um agradecimento comentado, com outro documento bem interessante.

Desta vez era uma mulher, loira, norte-americana falando da velhice, de onde ela vem e para onde ela pode ir… se a guiarmos sem (TANTA) interferência oportunista.

Jane Fonda. Um nome e uma imagem da vaidosa e sex simbol dos anos 80… Pulsante até hoje, no seu terceiro ato.

Ele cita nomes de medicamentos e a mudança de programa da noite.. A ida à farmácia… Ele, descrente e decrescente.

 

Ela cita a neurociência e suas respostas “comprovadamente” positivistas… Ela, crente e decrescente.

Ele curvo, ela reta.

Diferenças para pensar(mos) o que é o ser, senão um olhar sobre a vida.

Ele e ela, em comum a escrita e um punhado de sentimentos para expor.

Sentimentos ímpares, dispares e pares.

O terceiro ato da vida

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