Como se ver(-se)

Primeiro o texto do homem em sua reflexão sobre o envelhecimento.

Um homem dotado de atributos… Brasileiro, carioca que vê e viu, que vive e viveu, que bebe e bebeu o turbilhão de mudanças que se alastrou por todos os cantos da vida.

Escritor e jornalista, latino.

Homem nascido e crescido na terra do sol, da beleza e da vaidade acesa. Rio da guerra perdida e da alegria renascida.

O texto…

Peguei e mandei o texto por email para algumas pessoas, selecionando-as por critérios de empatia, de sensibilidade e de maturidade. Seleção parcial, sempre.

Horas depois recebo um agradecimento comentado, com outro documento bem interessante.

Desta vez era uma mulher, loira, norte-americana falando da velhice, de onde ela vem e para onde ela pode ir… se a guiarmos sem (TANTA) interferência oportunista.

Jane Fonda. Um nome e uma imagem da vaidosa e sex simbol dos anos 80… Pulsante até hoje, no seu terceiro ato.

Ele cita nomes de medicamentos e a mudança de programa da noite.. A ida à farmácia… Ele, descrente e decrescente.

 

Ela cita a neurociência e suas respostas “comprovadamente” positivistas… Ela, crente e decrescente.

Ele curvo, ela reta.

Diferenças para pensar(mos) o que é o ser, senão um olhar sobre a vida.

Ele e ela, em comum a escrita e um punhado de sentimentos para expor.

Sentimentos ímpares, dispares e pares.

O terceiro ato da vida

1 Comentário

  1. Nilson disse,

    fevereiro 11, 2012 às 10:38 pm

    Ele esperando o fim, decerto; ela adiando-o, de fato.
    Mas a vida é assim; somos aqueles que criam(os) binóculos para através deles enxergar, ao nosso modo, a vida se esvaindo quando pensamos que estamos com lunetas vendo o mundo lá fora grandioso. Aprendemos com a vida, mas o problema é que não aprendemos a evitar a série de antecipadores da morte… por isso, acho que sempre morremos antes do dia certo em que devíamos morrer porque a vida sempre merece mais um dia numa eterna tentativa de nunca acabar-se. Ela, a vida, não se acaba…
    Rê, os três textos, o dele, o dela, o seu, juntos me fizeram muito pensar… ganhei o dia por pensar em minha iminente velhice!

    Seu “Accrochez-vous…” está belíssimo. Não o tinha visto de cara nova, esverdeada…
    Bjos


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