Como? Crêpe feita com flores de laranjeira? crêpe integral? leite de côco no lugar do leite? Isso parece bom!
Tá de bom tamanho? A barriga já começa a roncar… ecoar de tão vazia! E ainda, esse friozinho que ativa os sensores olfativos que se comunicam diretamente com o estômago que, por sua vez, mandam mensagens imperativas ao cérebro e esse, podre submisso às imposições irracionais animalescas básicas, acata.
Estou indo para uma “soirée crêpe” e o que mais a imaginação quiser… inspirada por um vídeo que repasso aqui.
PS: vai uma sugestão minha, já que no vídeo não aparece nada do tipo: crêpes docês com chocolate em pó na massa.. 2 ou 3 colheres são suficientes e combina bastante com um purê misto de maçã e pera (+ açucar mascavo, 1 colher de manteiga e 1/2 xícara de suco de laranja) ou geléia de damasco. Se quiser “enriquecer” o prazer inclua uma camada de nutela na crêpe depois de recheada. E depois dizem que o paraíso não existe!!
Fui à caça de alguma receitinha descontraída para postar… uma dica “mata-larica feliz”… básica e divertida.. que tenha um certo charme, lógico. Achei!! O bom e velho “croque monsieur“.. um clássico, assim como o bauru, o brigadeiro ou a coxinha de frango.
Chamam de “misto quente francês”.. não sei se é possível dizer isso. Mesmo porquê, existem tantas variedades de croque, como vocês podem ver no link acima, no site do marmiton.org.
Eu não gosto de “antecipar” o paladar com essas comparações… o cassoulet é a feijoada branca; a bouillabaisse é a moqueca francesa e por aí vamos. Nada a ver… Cada um no seu quadrado.
O croque monsieur tem duas versões principais, a com e a sem creme bechamel.
Tendo a pensar que a segunda é a mais clássica ou mais próxima da original, porque o encontro “creme e sanduiche” não me parece muito tradicional nem muito antigo. Sem fundamentos empíricos para tal, até o momento.
A receita que circula no Brasil é basicamente:
Fatias de pão de forma (eu prefiro o pão italiano ou nossa amiga baguete)
Fatias de presunto magro (dos bons! o melhor que achar…)
Manteiga (das boas! a melhor que achar)
E queijos: emmenthal – queijo raclette (fromage à raclette) – queijo meia cura ou prato – reblochon (mais difícil de achar)
Eu prefiro misturar emmenthal e gruyère, dois queijos excelentes (de comer de joelhos!) e que são encontrados nas boas casas do ramo.
O tchans desse grude é misturar dois ou três tipos de queijo.
Acrescente um pouco de creme de leite (o regime foi pro saco, lógico!) ou então, bata uma gema com 1/2 xícara de leite e despeje nos queijos já ralados e misturados. Essa “pasta” vai cobrir os lanches.
Passe manteiga nas fatias de pão… coloque uma boa fatia de presunto magro (se achar um made in Spain, meu amigo, glória aos céus!!)
Feche os sanduiches e por cima coloque a mistura dos queijos. Leve para gratinar e já deixe uma boa garrafa de Merlot aberta, só respirando.
Ah, claro… a trilha sonora.. Tudo isso só vai atingir o apogeu se houver boa música. Senão, esquece. Faz um ovo mexido e boa.
Depois de toda essa produção ninguém vai chamar seu croque-monsieur de mixto quente, pode ter certeza.
O resto é contigo…
Segue abaixo um video bem simpático de um chef francês… preparando o croque com bechamel, en anglais.
Serve prá degustar o “accent” tão zoado dos french… les pauvres… rss..