Dia D

Hoje é dia D, dia de Drummond… E só pensei poesia todo o dia..

O sol baixou e o vento soprou uma vontade de vinho no meu ouvido…

E lá veio com o vinho a vontade de mais poesia.

Então percebi que no meio do caminho havia uma garrafa de vinho

havia uma garrafa de vinho no meio do caminho..

- E agora José? O povo sumiu, a noite esfriou… E agora?

José não hesita e me responde:

-Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem

cego para a melhor coisa da vida: o amor!

-Mas, se amar se aprende amando…

E as coisas que amamos

as pessoas que amamos

são eternas até certo ponto…

Bora, então, findar com esse amor líquido nos esperando na taça!

Disse Bauman ao poeta e a mim, sonhando conhecê-los em prosa.

Como último desejo

As músicas do Barão, do Cazuza e do Frejat estiveram sempre no banco do passageiro nas minhas idas e vindas nos anos 90 e escutá-los é me dirigir para essa estrada e ficar sentada no acostamento, vendo muitas estórias passarem pela pista do pensamento.

Foi um período muito denso de descobertas, emoções, frustrações, encontros e tudo o que encontros trazem à alma.

Duas músicas que não são jamais negligenciadas pelos meus sentidos: “Guarde esta canção” e “Daqui por diante”.

Embarco até um porto inseguro que me foi imprescindível numa época em que descobertas e conclusão de ciclos se confundiam mais do que hoje em dia…

As I feel the same over and over again, let’s listen them

Pé no breque

São tantos os dilemas desta vida..

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