Tudo junto…

Sapatos ímpares debaixo do sofá

criança na casa do pai

todos na cama

madrugada desapercebida

ninguém dorme

copo de vinho na cabeceira da cama

cheio de dedos…

farra e drama quase tudo

quando quase já é tudo

peitos na palma da mão

gestos a quatro mãos

despertador sem ação

manhã acordando

sons desconexos

silêncio convexo do sexo

é dia, é hora

Fim de semana

Tudo junto

o domingo começa

com outra cara:

lavada.

Nada santa.

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